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  • Foto do escritorJulio Cesar França Franco

Traição


“A traição simboliza quebra de confiança e ausência de respeito com o próximo. Afinal, existem maneiras de melhorar o relacionamento e de terminá-lo sem causar tamanho sofrimento emocional ao próximo.

Por que o parceiro escolheu machucá-lo dessa forma?”

Quando a infidelidade acontece, o traído passa por um período de luto.

O sentimento de perda que invade associado ao de insegurança indagando o tempo todo:

Onde eu errei.... É avassalador!

O QUE EU NÃO TENHO QUE A OUTRA PESSOA TEM?

Parece que o colorido e o brilho da vida desaparecem de nossos olhos, secamos por dentro.

Como reagir em meio a esta catástrofe emocional?

Tem uma cartilha que ensina como sair desse labirinto?

A resposta é não...Só o tempo o senhor das horas nos dá amplitude e clareza para curar estas feridas.

O traído passa por várias fases:

Raiva, descrença, tristeza, angústia, culpa, depressão.


Muitos entram nesta tempestade e afundam junto com os escombros dos sentimentos confusos que inundam a cabeça.

Para alguns a vontade literalmente é de morrer, “INFELIZMENTE” tresloucados pela dor da perda se matam....

As motivações para a traição podem ser:

  • tédio;

  • indiferença do parceiro;

  • solidão;

  • vingança por alguma atitude do parceiro;

  • busca por atenção;

  • sentir-se menosprezado;

  • excitação por ser “algo proibido” ou uma “aventura sexual”;

  • vontade de terminar o relacionamento.

Alguns traem pelo prazer da aventura sexual e dos jogos vorazes do prazeres rápidos..

Mesmo tendo sentimentos nobres, são confundidos pelas ilusões, triste isso.

Em tempos de relacionamentos líquidos, características básicas dos relacionamentos atuais:

Maleabilidade, fluidez e difusão, tanto na forma como as pessoas se relacionam consigo, quanto com outras pessoas, e de como os relacionamentos hoje em dia foram “feitos” para não durar infelizmente.

Muita internet, muitos sites de relacionamentos, muitos nudez, muitas drogas, muita ausência de valores cristãos, muito celular, a chance de errar é grande.

Só cospe no prato quem come junto conosco, só pode nos trair quem nós confiamos.

Caso você esteja vivendo isso busque o diálogo e tente refazer sua relação..

Lembro bem da frase do interior de Minas:

O que é combinado não é caro!

Trace limites e respeite o seu e de quem está ao seu lado.

Mas se não tiver retorno agradeça por você estar livre desta pessoa, este era um teste vivo em sua vida, débito pago credor ausente.

Deus permitiu que você descobrisse a verdadeira face e não ser mais um ser enganado.

Minha amiga Agnes Chaves me presenteou com este belíssimo texto de Jorge Amado.

Ele nos esclarece como devemos tratar as pessoas que nos traem, prestem bastante atenção é um texto de gente grande...




CEMITÉRIO INTERIOR


"Tenho horror a hospitais, os frios corredores, as salas de espera, as antessalas da morte, mais ainda a cemitérios onde as flores perdem o viço, não há flor bonita em campo-santo. Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram minha estima e a perderam. Quando um tipo vai além de todas as medidas e de fato me ofende, já com ele não me aborreço, não fico enojado ou furioso, não brigo, não corto relações, não lhe nego o cumprimento. Enterro-o na vala comum de meu cemitério.

Nele não existem jazigos de família, túmulos individuais, os mortos jazem em cova rasa, na promiscuidade da salafrarice, do mau-caráter.

Para mim o fulano morreu, foi enterrado, faça o que faça já não pode me magoar. Raros enterros - ainda bem! - de um pérfido, de um perjuro, de um desleal, de alguém que faltou à amizade, traiu o amor, foi por demais interesseiro, falso, hipócrita, arrogante - a impostura e a presunção me ofendem fácil.

No pequeno e feio cemitério, sem flores, sem lágrimas, sem um pingo de saudade, apodrecem uns tantos sujeitos, umas poucas mulheres, uns e outras varri da memória, retirei da vida. Encontro na rua um desses fantasmas, paro a conversar, escuto, correspondo às frases, às saudações, aos elogios, aceito o abraço, o beijo fraterno de Judas.

Sigo adiante, o tipo pensa que mais uma vez me enganou, mal sabe ele que está morto e enterrado."


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