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  • Julio Cesar França Franco

REPENTE BELO

Eu voto numa gazela

Num pedaço de imbira

Numa espinha de traíra

Na tampa de uma panela

Eu voto numa suvela

Num pedaço de carvão

Voto num pano de chão

Numa cadela com xanha

Voto na mãe de pantanha

Mas num poste, voto não!

Voto num galo goguento

Apoio até João badalo

Voto na tampa de um ralo

Num cachorro bem sarnento

Voto em qualquer lazarento

Na zuada de um trovão

Eu voto num gavião

Mas não voto num fantoche

Dou meu voto ate num broche

Mas num poste, voto não!

Eu voto num carroceiro

Numa velha maltrapilha

Mas não elejo quadrilha

Pra roubar nosso dinheiro

Não dou voto a cachaceiro

Que vive numa prisão

Eu voto até num furão

Voto num arroto xôco

Voto na bucha de um côco

Mas num poste, voto não!

Por ser um bom eleitor

Voto numa muriçoca

Voto numa franga choca

Na carroça de um trator

Num avião sem motor

Numa casca de limão

Voto na irmã do cão

Numa quenga depravada

Voto num cabo de enxada

Mas num poste, voto não!

Pra mudar este pais

Eu voto até numa muda

Não voto em cobra barbuda

Que tem nome de Luiz

Voto numa meretriz

Dou meu voto a safadão

Mas gigolô de ladrão

Nessa terra eu não aceito

Dou meu voto num confeito

Mas num (POSTE) voto não!

Autor e poeta (Ramim Alejado /Sta Cruz-RN)

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