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  • Julio Cesar França Franco

DIA DOS MORTOS

Dia de Mortos.

“Meus mortos não descansam porque vivem no meu coração, dia após dia, segundo após segundo, eles são o motor da minha vida.

Meus mortos não habitam túmulos ou nichos de nenhuma igreja, eles estão em sua cadeira habitual.

Em seus abraços e olhares de amor, em suas receitas, em seus cheiros da terra que me fazem os sentir muito perto dos meus ombros e do meu coração.

Meus mortos voaram e continuam a voar como um beija-flor em volta de mim, eles são meus anjos, meus protetores.

Os alados que rejeitam as balas de intimidação do inimigo e as manifestações negativas que podem afetar meu coração.

Meus mortos são minha bússola, são as estrelas do céu que marcam as rotas e as direções a seguir.

Meus mortos têm a vida eterna e me pegam pela mão, olham para mim e me observam, acariciam meu espírito e motivam meu espírito de luta.

Meus mortos precisam da minha alegria para viver, porque com isso eu lhes dou vida, eu os mantenho vivos em meu ser.

É por isso que meus mortos são seres mais vivos do que muitos vivos e depende de mim que eles aproveitem esta vida que eles deixaram antes, pelo chamado de nosso Senhor.

É por isso que eu não choro aos meus mortos, é por isso que a lágrima que escorre pela minha face é a felicidade, porque meus mortos não saíram, eles estão em mim!

Minha vida, minhas emoções, minha realidade e minha transcendência, são deles.

Meus mortos deixaram de existir para o resto da humanidade, mas vivem em mim e eu voo com eles nesta linda vida que Deus nos deu.

Hoje não visito tumbas, nem acendo velas. Hoje só revivo suas memórias e as abracei no café da manhã, e meu coração se alegra em compartilhar com elas minha primeira xícara de café, esse dia dos mortos que hoje vive em mim!”


Autor desconhecido

(que sabe dizer o que sinto hoje e sempre)

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