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  • Julio Cesar França Franco

ANTES DE CONDENAR...


"Conta o escritor

, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.

As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semi-cerrados. Era uma cena calma e tranquila.

Subitamente, um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.

O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.

As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.

Mesmo assim o pai não fazia nada.

Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.

Dava para perceber facilmente que as demais pessoas também estavam irritadas.

A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: “Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?”

O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente: “Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora... Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.”

Nós podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...

Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situação de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.

Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.

No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.

Por isso é importante que cultivemos em nós a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.

Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.

No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar...

É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio...

É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança...

As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...

Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.

No caso no metrô, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen tomou-se de compaixão.

“Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar?”, essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.

Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por trás da aparente indiferença de um pai que não sabia como lidar com o próprio sofrimento..."

Pensemos nisso!

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