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  • Julio Cesar França Franco

A MOSCA E O SAMURAI

"Algumas empresas durante o programa de desenvolvimento gerencial oferecido aos funcionários vem exibindo um vídeo interessante que se encontra disponível no youtube. Este vídeo apresenta um filme animado em que uma mosca pousa no rosto de um samurai quando está meditando.

Sentindo-se interrompido e incomodado com a mosca que não para de rodeá-lo e tomado por uma ira incontrolável o samurai pega a espada afiada e com um golpe certeiro atingi a mosca.

No entanto, achando que havia se livrado da inoportuna mosca, ela se recompõe e gera mais uma segunda mosca. Então, ambas as moscas passam a incomodá-lo em dobro. Mais do que irado, o samurai atinge as moscas certeiramente com a espada; mas, a cada golpe, as moscas ao invés de serem eliminadas geravam mais e mais moscas.

Vendo-se num ambiente infestado por incontáveis moscas, o samurai nota uma das moscas, inesperadamente, se transformar numa flor ao pousar sobre uma gravura que representa um jardim japonês.

Surpreso com isso, o samurai desiste de continuar golpeando as moscas e decide se recolher novamente em meditação. Agora, imerso noutro estado, noutro paradigma, o samurai se transpõem para um grande jardim onde tudo corre bem e tudo está em paz. Muitas pétalas caem sobre ele e as moscas não mais o incomodam como antes.

Por fim, ao encerrar o momento de introspecção e de meditação, o samurai abre a mão direita e deixa a última mosca ir embora. E, tudo passa.



Analisando esta animação, temos que o samurai, o mumukshu, é aquele indivíduo que de boa vontade busca se libertar das limitações e dos condicionamentos que a vida lhes apresenta.

Por sua vez, a mosca que aparece inicialmente na sua frente representa aquilo ou aquela situação ou pessoa que ainda incomoda e que necessita ser “trabalhada”. Como o samurai ainda não conseguiu se desagarrar do que o perturba, reage de uma forma irascível e violenta, imbuído no propósito de eliminar o que incomoda: a mosca.

No entanto, ao atingir a mosca com a sua espada afiada, esta se recupera e ainda se duplica, isto é, o problema que inicialmente era pequeno, aumenta de tamanho e se torna mais grave.

Não sabendo lidar com sabedoria na situação que o perturba, o samurai age de uma forma irrefletida, continuando a golpear as moscas que não param de se multiplicar. E foi no momento em que uma das moscas pousou sobre a gravura de um jardim e se transformou numa flor, que o samurai percebeu que estava na hora de mudar e deixar de se importar com que o tira do eixo.

Neste ponto, a mosca que se transformou em flor nada mais é do que um aspecto positivo que a situação apresentou, permitindo o samurai tomar consciência, entender e desistir de se incomodar com o que não vale à pena.

Buscando novamente o seu momento de introspecção e meditação, o samurai aceita e se desapega da situação que drenava toda sua energia. E, depois, mesmo que o mundo estivesse contra si, ainda com incontáveis moscas ao seu redor, mantém-se pacífico. 

Por fim as moscas se transformam em pétalas, pétalas que caem e que o reconfortam. E a única mosca que ele ainda aprisionava e persistia em incomodá-lo finalmente é libertada, mas quem verdadeiramente se libertou foi o samurai." 

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